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No domingo, dia 14, durante a conferência realizada com Primeiro Ministro iraquiano Nouri al-Maliki e com George W. Bush, um jornalista tentou acertar, com os próprios sapatos, o presidente estado-unidense que conseguiu desviar. Além disso, Bush foi chamado de cachorro.
Embora Muntazer al-Zaidi esteja sendo considerado em herói no mundo árabe, ele está preso, podendo ser condenado de 2 a 15 anos. Nos últimos dias foram feitas manifestações em prol da libertação de al-Zaidi.
Curiosidades:
• 42 é o número do sapato do jornalista;
• foi publicado em um jornal da Arábia Saudita a oferta de U$10 milhões por um dos sapatos atirados contra Bush;
• no centro de Damasco (Síria), foi pendurado um banner com a frase: “Heróico jornalista, obrigado pelo o que fizeste.”;
• nas manifestações que estão sendo realizadas, tanto para a libertação de al-Zaidi como para a retirada das tropas do Iraque, sapatos estão sendo usados como símbolos de manifesto, fazendo uma alusão ao episódio;
• na cultura árabe, mais forte na iraquiana, apontar a sola dos sapatos para uma pessoa é considerado falta de respeito, por isso, ao se sentar de perna cruzada, deve-se certificar de não estar com a sola dos pés virada na direção de alguém;
• chamar uma pessoa de “cachorro” é um insulto gravíssimo na cultura árabe.
Seria de agrado, pelo menos para mim, que o sapato tivesse acertado o Bush, mas acho que o fato de não ter acertado deixou o episódio muito mais simbólico, dando-o uma repercussão mais ideológica.
O ato foi “aplaudido de pé” por pessoas de todo o mundo (Por que não?), mas teve mais força no Oriente Médio, onde o presidente estado-unidense conquistou sua máxima de antipatia, pelo significado da reação do jornalista.
Convenhamos que uma sapatada não é o suficiente para fazer justiça quanto aos danos causados pelo EUA no Iraque, mas já demonstra a insatisfação que o povo tem com o país sob ocupação.

Al-Zaidi no momento em que joga um dos sapatos contra Bush.

criado por caroasis
23:48:15
criado por caroasis
22:31:23O tão importante prêmio que o filme nacional “Tropa de Elite” ganhou no Festival de Berlim agora parece querer ser abalado pela crítica de Conor Foley do jornal britânico “The Guardian”.
Na crítica que o jornalista faz, é citado que o filme deveria ser motivo de vergonha para os brasileiros, que há uso de clichês e que o enredo é lamentável.
Algumas partes da crítica é o que se pode chamar de ridículas, na minha humilde opinião, como segue abaixo: (A tradução é feita por mim, mas, pra não criar problema, ponho a parte em inglês também, vai que eu traduzo alguma coisa errada e falam que eu estou tentando sabotar o texto.)
1 – Nascimento quer deixar a polícia porque sua mulher está grávida, mas antes ele precisa encontrar alguém para substituí-lo porque, aparentemente, esse é o jeito brasileiro do recrutamento policial.
"Nascimento wants to quit the force because his wife is pregnant, but first he must find someone to replace him because, apparently, that is the way Brazilian police recruitment procedures work."
Ele só pode estar de brincadeira! Está óbvio que no filme o Capitão Nascimento quer alguém como si próprio, pois, julga-se alguém decente neste meio corrupto que vem se tornando a polícia brasileira. Nascimento não vai escolher um só em olhar para o rosto do tal, tanto, que ele se encarrega de estar em todos os treinamentos.
2 - Matias, que é negro, está na faculdde com os estudantes brancos onde discutem Foucaulte condenam a brutalidade policial. Poderiam os clichês serem mais banais?
"Matias, who is black, has been attending college where his fellow white students sit around discussing Foucault and condemning police brutality. Could the cliches get any more banal?"
Demonstração clara de que ele não conhece a sociedade brasileira para criticar o filme comparando-os. Para essa situação ser realmente um chiche, o negro deveria ir contra a polícia, já que a maioria da população que vive nas favelas, onde é mais comum a violência policial, é negra. E o branco defender o trabalho da polícia, já que constituem grande parte da parcela da sociedade de classe média e alta e são os que menos sofrem com as ações policiais.
3 – O filme causa controvérsia porque mostra a policia torturando uma mulher e uma criança para obter informações sobre o líder da gangue.
"The film caused controversy because it showed the police torturing women and children to obtain information about the gang-leader."
Quem foi que disse que o filme quer mostrar um modelo perfeito de polícia para o mundo? O filme trata da realidade, logo, ele deve incluir a brutalidade das operações provenientes de todas as partes.
4 – A violência brasileira é um sintoma de um conjunto de problemas sociais, onde cada brasileiro precisa ter responsabilidade. Muitos brasileiros da classe média nunca estiveram em uma favela e fala sobre isso como se fosse em outro país. Filmes como Tropa de Elite estão ajudando a mantê-los alienados.
"Brazil's violence is a symptom for a wider set of social problems, for which Brazilians need to take responsibility. Most middle-class Brazilians have never set foot in a favela and talk about them as if they are another country. Films like Tropa de Elite are helping to keep them in denial."
Venha nos dizer uma novidade, e não repetir tudo aquilo que estamos cansados de saber. Está certo que não tomamos nossas responsabilidades, mas sabemos que é nossa. Conte-me algo novo. Os brasileiros que falam sobre a situação das favelas sem nunca terem visitado-as são criticados, mas eles são bem melhores julgadores, onde acompanham isso, mesmo que não pessoalmente, pois têm mais facilidade de se manterem informados sobre do que no exterior. Mas agora paira a dúvida, se para esse jornalista criticar assim essa atitude desta classe ele veio visitar alguma favela e conheceu o dia-a-dia de uma operação policial? Será que não é tão claro que o filme somente quis mostrar a realidade?
Depois disso tudo, somente uma coisa a dizer: “Pede pra sair, Conor Foley! Pede pra sair!”

O prêmio foi merecido.

criado por caroasis
00:11:30

criado por caroasis
21:17:25Hoje, as charges foram publicadas novamente pelos principais jornais dinamarqueses, onde o profeta Maomé (ou profeta Mohammad) é retratado com bombas no turbante. A imprensa da Dinamarca que considerou essa onda de manifestações contra as publicações como uma censura a liberdade de expressão parabenizou a polícia pela prisão realizada ontem das pessoas que supostamente tinham um plano de matar o cartunista.
Bem, diante de tudo isso, parece que a imprensa dinamarquesa realmente quer causar uma confusão imensa no mundo islâmico. Já é de conhecimento mundial que há um grande fanatismo religioso quanto ao Islã. Claro, não é por causa disso que devem ser poupadas críticas a esses religiosos, mas há de se convir que essas imagens foram brutalmente uma falta de respeito, tanto sendo o profeta do Islamismo, como se fosse de qualquer outra religião.
Sabendo de todos os protestos que ocorreram em decorrência dessas publicações, parece que a vinda a público novamente dessas imagens são uma provocação ainda maior aos muçulmanos. Se na primeira vez que os cartuns foram exibidos ocorreram mortes e destruições, o que acontecerá agora que todo foi republicado por pura vontade de reanimar tudo isso? Não será que agora, a Dinamarca será responsável por alguns atentados, já que foi ela quem instigou?
A imprensa dinamarquesa não sabe em que águas está entrando... Como disse uma vez o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad: “Não brinque com a calda do leão.”


criado por caroasis
13:47:13