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Hoje, 20, foi o dia da posse do presidente eleito do Estados Unidos, Barak Obama. Estavam reunidos em Washington dois milhões de pessoas para acompanhar de perto a cerimônia. Todos felizes com suas bandeiras estado-unidenses de diferentes tamanhos, levados a, quase que, um êxtase.
É cômica essa posse do Obama. Tanto se falou sobre o “primeiro presidente negro do Estados Unidos” que fatores mais importantes foram esquecidos. Vamos a um teste? Qual o partido do Obama? Quais são suas principais propostas? Qual a medida mais emergencial do seu governo? Qual sua posição sobre a guerra da Iraque e do Afeganistão? Qual o destino de Guantánamo? Sabe responder alguma dessas perguntas? Calma, não fique aflito, a culpa não é só sua...
Desde o começo da candidatura do, agora, presidente achei que muita gente estava votando nele para demonstrar que não tem preconceito racial, mas que com isso deixava demonstrar ainda mais. Deixe-me explicar: durante a disputa pelo cargo todos falavam sobre a possibilidade de um negro chegar à Casa Branca, mas suas propostas foram postas em uma balança e ele foi realmente considerado o mais apto quando comparado ao McCain?
Antes que você, caro leitor, passe mal, não estou querendo ser pragmática ou preconceituosa. Por mim, o Obama poderia ser até azul – e olha que minha cor favorita é verde -, contanto que ele tivesse as melhores propostas, deveria mesmo vencer as eleições. Eu mesma se tivesse que votar em um dos candidatos seria nele mesmo. Embora não me simpatize tanto com a postura dele em relação ao Brasil, sobre os subsídios agrários, foi quem mais me agradou sobre seus planos em relação à sua política externa de um modo geral.
Espero, do fundo do coração, um bom governo, afinal, eles ainda são uma peça importante para o mundo - sim, infelizmente é verdade, eu sei... -. Que o novo presidente não seja só lembrado pela sua cor, como vem acontecendo, mas por suas mudanças para melhor, principalmente em relação ao mundo – de desgraça, basta o governo Bush -.

Irá o Super-Obama salvar o mundo?!
Próximos capítulos da saga ao longo de quatro anos.

criado por caroasis
22:25:31Chegou 2009.
Com ele vieram as coisas de sempre: desejos, anseios, sonhos...
Acho que vivendo aqui no Brasil, e especialmente no Rio de Janeiro, tenho algo em comum com os meus compatriotas. Nessa virada tenho certeza que pensamos, em amplo conjunto, na paz que tanto almejamos alcançar.
Cá estava eu no meu terraço, localizado no meu bairro de renda média-baixa. Vi o lindo festival de fogos vindo dos diferentes morros aqui próximos. Cada um mais belo que o outro.
A cada ano que passa gosto de ver ainda mais esses fogos. Isso me dá uma certa sensação de conforto, uma esperança de que isso tudo vai melhor. Olhar para todas aquelas casas iluminadas lá no alto das montanhas que me cercam.
Eu sei que é dali que saem parte dos criminosos que degradam o país, mas também sei que é de onde provêm pessoas maravilhosas, que constroem esse país, e de maneira digna.
Eu poderia desejar alegria, saúde, mas isso nós temos de sobra. Desejo mesmo é paz. Para esse povo. Para o meu povo. Para o nosso povo.
Desejo que em 2009 nós comecemos nossa caminhada rumo à tranqüilidade que merecemos.

Não é maravilhoso!?

criado por caroasis
01:19:47O tão importante prêmio que o filme nacional “Tropa de Elite” ganhou no Festival de Berlim agora parece querer ser abalado pela crítica de Conor Foley do jornal britânico “The Guardian”.
Na crítica que o jornalista faz, é citado que o filme deveria ser motivo de vergonha para os brasileiros, que há uso de clichês e que o enredo é lamentável.
Algumas partes da crítica é o que se pode chamar de ridículas, na minha humilde opinião, como segue abaixo: (A tradução é feita por mim, mas, pra não criar problema, ponho a parte em inglês também, vai que eu traduzo alguma coisa errada e falam que eu estou tentando sabotar o texto.)
1 – Nascimento quer deixar a polícia porque sua mulher está grávida, mas antes ele precisa encontrar alguém para substituí-lo porque, aparentemente, esse é o jeito brasileiro do recrutamento policial.
"Nascimento wants to quit the force because his wife is pregnant, but first he must find someone to replace him because, apparently, that is the way Brazilian police recruitment procedures work."
Ele só pode estar de brincadeira! Está óbvio que no filme o Capitão Nascimento quer alguém como si próprio, pois, julga-se alguém decente neste meio corrupto que vem se tornando a polícia brasileira. Nascimento não vai escolher um só em olhar para o rosto do tal, tanto, que ele se encarrega de estar em todos os treinamentos.
2 - Matias, que é negro, está na faculdde com os estudantes brancos onde discutem Foucaulte condenam a brutalidade policial. Poderiam os clichês serem mais banais?
"Matias, who is black, has been attending college where his fellow white students sit around discussing Foucault and condemning police brutality. Could the cliches get any more banal?"
Demonstração clara de que ele não conhece a sociedade brasileira para criticar o filme comparando-os. Para essa situação ser realmente um chiche, o negro deveria ir contra a polícia, já que a maioria da população que vive nas favelas, onde é mais comum a violência policial, é negra. E o branco defender o trabalho da polícia, já que constituem grande parte da parcela da sociedade de classe média e alta e são os que menos sofrem com as ações policiais.
3 – O filme causa controvérsia porque mostra a policia torturando uma mulher e uma criança para obter informações sobre o líder da gangue.
"The film caused controversy because it showed the police torturing women and children to obtain information about the gang-leader."
Quem foi que disse que o filme quer mostrar um modelo perfeito de polícia para o mundo? O filme trata da realidade, logo, ele deve incluir a brutalidade das operações provenientes de todas as partes.
4 – A violência brasileira é um sintoma de um conjunto de problemas sociais, onde cada brasileiro precisa ter responsabilidade. Muitos brasileiros da classe média nunca estiveram em uma favela e fala sobre isso como se fosse em outro país. Filmes como Tropa de Elite estão ajudando a mantê-los alienados.
"Brazil's violence is a symptom for a wider set of social problems, for which Brazilians need to take responsibility. Most middle-class Brazilians have never set foot in a favela and talk about them as if they are another country. Films like Tropa de Elite are helping to keep them in denial."
Venha nos dizer uma novidade, e não repetir tudo aquilo que estamos cansados de saber. Está certo que não tomamos nossas responsabilidades, mas sabemos que é nossa. Conte-me algo novo. Os brasileiros que falam sobre a situação das favelas sem nunca terem visitado-as são criticados, mas eles são bem melhores julgadores, onde acompanham isso, mesmo que não pessoalmente, pois têm mais facilidade de se manterem informados sobre do que no exterior. Mas agora paira a dúvida, se para esse jornalista criticar assim essa atitude desta classe ele veio visitar alguma favela e conheceu o dia-a-dia de uma operação policial? Será que não é tão claro que o filme somente quis mostrar a realidade?
Depois disso tudo, somente uma coisa a dizer: “Pede pra sair, Conor Foley! Pede pra sair!”

O prêmio foi merecido.

criado por caroasis
00:11:30

criado por caroasis
21:17:25Hoje, as charges foram publicadas novamente pelos principais jornais dinamarqueses, onde o profeta Maomé (ou profeta Mohammad) é retratado com bombas no turbante. A imprensa da Dinamarca que considerou essa onda de manifestações contra as publicações como uma censura a liberdade de expressão parabenizou a polícia pela prisão realizada ontem das pessoas que supostamente tinham um plano de matar o cartunista.
Bem, diante de tudo isso, parece que a imprensa dinamarquesa realmente quer causar uma confusão imensa no mundo islâmico. Já é de conhecimento mundial que há um grande fanatismo religioso quanto ao Islã. Claro, não é por causa disso que devem ser poupadas críticas a esses religiosos, mas há de se convir que essas imagens foram brutalmente uma falta de respeito, tanto sendo o profeta do Islamismo, como se fosse de qualquer outra religião.
Sabendo de todos os protestos que ocorreram em decorrência dessas publicações, parece que a vinda a público novamente dessas imagens são uma provocação ainda maior aos muçulmanos. Se na primeira vez que os cartuns foram exibidos ocorreram mortes e destruições, o que acontecerá agora que todo foi republicado por pura vontade de reanimar tudo isso? Não será que agora, a Dinamarca será responsável por alguns atentados, já que foi ela quem instigou?
A imprensa dinamarquesa não sabe em que águas está entrando... Como disse uma vez o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad: “Não brinque com a calda do leão.”


criado por caroasis
13:47:13