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Os estudantes formados em medicina em Cuba estão enfrentando problemas para que o diploma seja validado no Brasil. Está entre 220 e 300 o número do formados nas escolas cubanas, principalmente na Escola Latino-americana de Medicina (Elam).
Quem tem o diploma de outros países, como Bolívia, também está com dificuldades para conseguir exercer a profissão em solo brasileiro. Os recém-formados são sujeitos a provas práticas e teóricas organizadas por faculdades federais brasileiras, que estão sendo consideradas mais severas do que as destinadas aos recém-formados para residência médica.
Além de reclamações sobre o nível das provas aplicadas também são criticados que não há uma matriz organizadora das provas, sendo assim, cada faculdade faz uma prova diferente para avaliar o candidato nessas condições, é exigido que algumas disciplinas sejam refeitas e há cobrança de taxa para as avaliações.
Os bolsistas são selecionados por meio de partidos políticos, como PT, PCdoB, PSDB, PDT, DEM e outros, além de movimentos sociais, como o dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
É um tanto difícil de aceitar que o ensino nas Escolas de Medicina Cubanas seja tão falho assim, até porque é de forte reconhecimento internacional a fama que Cuba tem no seu sistema de saúde.
Que sejam aplicadas provas para ver a capacitação do recém-formado é algo completamente compreensível, mas se o que quer se testar é a equivalência do curso, que sejam aplicadas avaliações iguais para quem estuda aqui ou não.
Nas condições que o ensino superior se encontra pôr mais um empecilho para que se tenham jovens com diplomas é absurdo, especialmente de médicos, com a carência que temos. Como se já não bastasse o número exorbitante de candidatos/vaga nas faculdades públicas, principalmente.
Se começar a prejudicar a formação de profissionais no exterior, só vejo a solução de começar a disputar a tapa uma vaga na faculdade.

"Ministério da Saúde adverte: esse médico é formado em Cuba."

criado por caroasis
01:16:48O tão importante prêmio que o filme nacional “Tropa de Elite” ganhou no Festival de Berlim agora parece querer ser abalado pela crítica de Conor Foley do jornal britânico “The Guardian”.
Na crítica que o jornalista faz, é citado que o filme deveria ser motivo de vergonha para os brasileiros, que há uso de clichês e que o enredo é lamentável.
Algumas partes da crítica é o que se pode chamar de ridículas, na minha humilde opinião, como segue abaixo: (A tradução é feita por mim, mas, pra não criar problema, ponho a parte em inglês também, vai que eu traduzo alguma coisa errada e falam que eu estou tentando sabotar o texto.)
1 – Nascimento quer deixar a polícia porque sua mulher está grávida, mas antes ele precisa encontrar alguém para substituí-lo porque, aparentemente, esse é o jeito brasileiro do recrutamento policial.
"Nascimento wants to quit the force because his wife is pregnant, but first he must find someone to replace him because, apparently, that is the way Brazilian police recruitment procedures work."
Ele só pode estar de brincadeira! Está óbvio que no filme o Capitão Nascimento quer alguém como si próprio, pois, julga-se alguém decente neste meio corrupto que vem se tornando a polícia brasileira. Nascimento não vai escolher um só em olhar para o rosto do tal, tanto, que ele se encarrega de estar em todos os treinamentos.
2 - Matias, que é negro, está na faculdde com os estudantes brancos onde discutem Foucaulte condenam a brutalidade policial. Poderiam os clichês serem mais banais?
"Matias, who is black, has been attending college where his fellow white students sit around discussing Foucault and condemning police brutality. Could the cliches get any more banal?"
Demonstração clara de que ele não conhece a sociedade brasileira para criticar o filme comparando-os. Para essa situação ser realmente um chiche, o negro deveria ir contra a polícia, já que a maioria da população que vive nas favelas, onde é mais comum a violência policial, é negra. E o branco defender o trabalho da polícia, já que constituem grande parte da parcela da sociedade de classe média e alta e são os que menos sofrem com as ações policiais.
3 – O filme causa controvérsia porque mostra a policia torturando uma mulher e uma criança para obter informações sobre o líder da gangue.
"The film caused controversy because it showed the police torturing women and children to obtain information about the gang-leader."
Quem foi que disse que o filme quer mostrar um modelo perfeito de polícia para o mundo? O filme trata da realidade, logo, ele deve incluir a brutalidade das operações provenientes de todas as partes.
4 – A violência brasileira é um sintoma de um conjunto de problemas sociais, onde cada brasileiro precisa ter responsabilidade. Muitos brasileiros da classe média nunca estiveram em uma favela e fala sobre isso como se fosse em outro país. Filmes como Tropa de Elite estão ajudando a mantê-los alienados.
"Brazil's violence is a symptom for a wider set of social problems, for which Brazilians need to take responsibility. Most middle-class Brazilians have never set foot in a favela and talk about them as if they are another country. Films like Tropa de Elite are helping to keep them in denial."
Venha nos dizer uma novidade, e não repetir tudo aquilo que estamos cansados de saber. Está certo que não tomamos nossas responsabilidades, mas sabemos que é nossa. Conte-me algo novo. Os brasileiros que falam sobre a situação das favelas sem nunca terem visitado-as são criticados, mas eles são bem melhores julgadores, onde acompanham isso, mesmo que não pessoalmente, pois têm mais facilidade de se manterem informados sobre do que no exterior. Mas agora paira a dúvida, se para esse jornalista criticar assim essa atitude desta classe ele veio visitar alguma favela e conheceu o dia-a-dia de uma operação policial? Será que não é tão claro que o filme somente quis mostrar a realidade?
Depois disso tudo, somente uma coisa a dizer: “Pede pra sair, Conor Foley! Pede pra sair!”

O prêmio foi merecido.

criado por caroasis
00:11:30

criado por caroasis
21:17:25A Prefeitura do Rio de Janeiro e a Guarda Municipal foram condenadas pela 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça a pagarem 50 mil reais de indenização por danos morais a duas mulheres, das quatro, que foram violentadas sexualmente por traficantes na madrugada do dia 17 de janeiro de 2000, enquanto estavam na fila de matrícula da Escola Municipal Mestre Valentim, na Pavuna.
A Guarda Municipal foi incluída como ré no processo pois, segundo o advogado de três vítimas, deveria dar proteção aos cidadãos. A Prefeitura também foi acusada porque se considera que o fato da escola não apresentar vagas o suficiente, tenha forçado as mulheres a passarem dias e noites na fila.
Além de quatro mulheres serem violentadas, do acordo da indenização sair praticamente oito anos após o fato, das pessoas fazerem sacrifícios para verem seus filhos na escola, ainda tem-se que agüentar o descaso da parte da Prefeitura, que não consegue manter a justiça e a educação, fatores essenciais para a melhoria do Rio de Janeiro. Pior do que isso, impossível.


criado por caroasis
17:41:58

criado por caroasis
12:28:06